Nova ameaça da Coreia do Norte contra Guam

A Coreia do Norte renovou esta sexta-feira a ameaça do passado mês de agosto. O regime reitera que está preparado para disparar mísseis em direção ao território norte-americano de Guam, no Pacífico ocidental.

A primeira ameaça remonta a agosto, quando a Coreia do Norte se disse preparada para lançar mísseis balísticos em direção a Guam. Ao que o Presidente norte-americano, Donald Trump, respondeu à letra, afiançando que o regime de Pyongyang “enfrentaria fogo e fúria como o mundo nunca viu”.

Perante esta ameaça, o líder norte-coreano ordenou a suspensão do ataque, afirmando que iria esperar pelas próximas movimentações dos Estados Unidos, a fim de “reduzir a tensão e evitar um conflito militar perigoso na Península Coreana”.

“Já tínhamos avisado várias vezes que tomaríamos medidas de autodefesa, incluindo mísseis em águas próximas do território norte-americano de Guam”, afirmou Kim Kwang Hak, do gabinete de Estudos Americanos do Ministério das Relações Externas da Coreia do Norte, citado pela agência estatal KCNA.
“Mão perto do gatilho”

Kim Kwang Hak acrescentou que foram os Estados Unidos a obrigar o regime de matriz estalinista a assumir uma medida mais difícil, “deixando a mão [da Coreia do Norte] mais perto do gatilho”.

A partir da próxima semana, Estados Unidos e Coreia do Sul vão realizar um exercício naval que durará dez dias. Verificar-se-á a “comunicação, interoperabilidade e parceria dos aliados”, segundo o norte-americano The New York Times.

Estes exercícios são encarados pela Coreia do Norte como ensaios para uma invasão do seu território. Teme-se que o regime retalie com mais um teste de armamento durante o exercício conjunto, como ocorreu no passado, escreve o mesmo jornal.

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