Crime de Guerra: Rússia é acusada de usar fósforo branco contra civis na Síria

A campanha da Rússia no combate contra o Estado Islâmico na Síria pode ser manchada após uma grave denúncia de crime de guerra. Segundo moradores de Raqqa, o país está usando fósforo branco para bombardear posições jihadistas, mas está atingindo mais civis do que inimigos. (Veja o vídeo abaixo)

O fósforo branco é usado normalmente para a fabricação de fogos de artifício e de bombas de fumaça, usadas para disfaçar a movimentação de tropas em campos de batalha. Entretanto, quando utilizado como arma química, ele é altamente perigoso.

Bombas que contém o fósforo branco, também conhecido como WP (white phosphorus), explodem em flocos inflamáveis que podem causar queimaduras terríveis. Em certos casos, ele pode queimar não só a pele das vítimas, mas também seus ossos. Diante disso, armas que contenham o composto foram banidas na Convenção de Genebra de 1980.

Imagens chocantes postadas no Twitter mostram o céu de Raqqa iluminado com o pó químico após um bombardeio russo. Apesar de ser o quartel general do Estado Islâmico, a cidade ainda possui moradores que não têm relação com o grupo terrorista.

Ativistas dos direitos humanos denunciaram os crimes de guerra cometidos nos últimos dias na cidade síria. Segundo eles, os ataques aéreos das forças russas mataram mais civis do que jihadistas.

Ainda que as imagens não tenham sido analisadas por especialistas em armas químicas, jornais locais já denunciam o uso da arma química pelo exército da Rússia durante sua ofensiva. No último dia 12 de novembro, diversas pessoas deram entrada nos hospitais da região com queimaduras graves, comuns após ataques com fósforo branco.

“Nós sabemos que era uma arma química porque o céu ficou inteiro iluminado durante o ataque. Assim que tocou o chão, tudo começou a pegar fofo instantaneamente”, disse um ativista identificado como Ahmed ao jornal “The Times”.

Além disso, ele disse que os dois vilarejos alvos dos ataques estavam repletos de civis e localizado a pelo menos 20 km de distância das bases militares do Estado Islâmico. A absorção do pó pode danificar o coração, rins e fígado, causando morte instantânea.

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