Cidades alagoanas registram altas temperaturas de até 54º

Em Palmeira dos Índios a temperatura registrada foi de 40° (Foto: Samara Rodrigues)
Em Palmeira dos Índios a temperatura registrada foi de 40° (Foto: Samara Rodrigues)

Falta pouco menos de um mês para o início do verão, mas a temperatura já subiu, e muito, no interior de Alagoas. Em Palmeira dos Índios, os termômetros chegaram a 40º. Mas em algumas cidades, o calor está ainda mais forte. Em Delmiro Gouveia houve registro de 47º, enquanto que em Pão de Açúcar a temperatura chegou a 54º, em Arapiraca, em São José da Laje 39º e em Murici 38°.

Em Pão de Açúcar, no sertão alagoano, a temperatura subiu para 54º (Foto: Reprodução/Whatsapp)
Em Pão de Açúcar, no sertão alagoano, a temperatura subiu para 54º (Foto: Reprodução/Whatsapp)

 

De acordo com especialistas, o verão, que ocorre entre dezembro de 2015 e março de 2016 deverá ser ainda mais quente dos que em anos anteriores, por causa do fenômeno El Niño.  E isso não significa que o tempo permaneça ensolarado. Em algumas regiões pode até chover, mas as temperaturas devem ficar mais elevadas, acima da média, de acordo com meteorologistas.

Portanto, a previsão de calor excessivo é sinal de grande alerta para a saúde. O calor pode matar, principalmente idosos e crianças, que se desidratam mais facilmente. Para isso, é bom manter alguns cuidados como tomar bastante água, sucos, água de coco, além de comer muitas frutas.

Além dos cuidados com a hidratação, outros devem ser tomados, como evitar a exposição aos fortes raios solares e manter a pele protegida. “Tem que passar bastante protetor, mesmo que a pele seja mais escura ou não queime muito e usar chapéus e óculos escuros. Todo mundo precisa passar o protetor solar para evitar, principalmente, o câncer de pele. Sabemos que o valor do produto não é muito acessível, mas esse é um cuidado essencial e que deve ser tomado”, disse a médica Valéria Costa.

El Niño e outros impactos

De acordo com o site Brasil Escola, nas regiões de alta pressão subtropical, os ventos fortes deslocam a água superficial aquecida, o que ajuda as águas mais profundas a carregarem os nutrientes para as áreas superficiais, ou seja, os ventos fortes contribuem para que ocorra a ressurgência. O El Niño aquece as águas e reduz a velocidade dos ventos, dificultando a ressurgência, o que obriga as mais diferentes espécies marinhas a migrarem em direção às regiões mais frias ou mergulharem em águas mais profundas, o que resulta em um declínio da atividade pesqueira e deslocamento de espécies de mamíferos, aves, entre outras.

No Brasil ocorrem diversas situações em virtude da dimensão do território brasileiro. Em síntese, nos anos de El Niño há um aumento da concentração de chuvas na região Sul e um aumento da seca na Amazônia oriental e no Nordeste graças ao enfraquecimento dos ventos alísios subtropicais que normalmente ajudam a distribuir a umidade. No sul, região subtropical mais próxima da formação dos alísios, a umidade permanece. No Norte e Nordeste, falta umidade e, consequentemente, as chuvas diminuem.

Outro componente que altera o ciclo das chuvas na Amazônia oriental e no Nordeste está relacionado à circulação atmosférica. Com o maior aquecimento no Pacífico Leste, há a formação de um centro de baixa pressão. A ascendência do ar aquecido e úmido provoca chuvas no litoral do Peru e do Equador. Após alcançar maiores altitudes, esse ar vai se resfriando e ficando mais seco, formando uma zona de alta pressão e subsidência. A descida desse ar frio seco ocorre exatamente na porção oriental da Amazônia, dificultando a formação de nuvens e das chuvas para essa região e para o Nordeste.

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